QUANDO CAI A TARDE
J.Carlos Santtana Cardoso
Caia mais uma tarde de outono,e naquele vesperal,um
homem sentado em um barzinho tomando um martini, olhava a rua ansioso .Aquele
homem era eu...
Ela surgiu...
Tão esperada senhora,caminhando com seus
passos firmes,sob seus sapatos de salto altos,vestida
em um vestido florido de lacinhos,com seus cabelos
aloirados brilhando,com os raio do sol da tarde.
De longe,eu já adivinhava o seu perfume,e meu coração
batendo descompassado quase não cabia no peito,de tanta ansiedade .
Era loucura,a gente se encontrar ali naquele
lugar,a rua tinha muitos olhos ,o homem da banca de
jornal,a vendedora de flores ,a menininha de vermelho
brincando na calçada .mas na nossa jovialidade e irresponsabilidade,não importávamos
muito com esses detalhes . O amor e o desejo fluía,e nos deixávamos levar
pelo destino .
Sentávamos discretamente um ao lado do
outro,e eu dizia '' Gosto do seu joelho'' no que ela respondia
'' Bobo! '' . Nossos encontros furtivos duravam toda a
tarde,e sempre na despedida,ficava aquela
característica raiva de amante,que imagina seu
grande amor retornado á sua vida cotidiana .
Sempre quando cai as tarde de outono,e
o sol brilha em seu repouso no horizonte,vem a lembrança
de um homem,e uma mulher,encontrando se para pequenos
momentos de felicidades,duas pessoas sedentas de amor , dois amantes e seus
corações enamorados

CASTELO DE SONHOS
COPYRIGHT ART BY J.CARLOS
SANTTANA CARDOSO