PERDÃO

 

PERDÃO

 

Irani Alves de Genaro

Na ausência tua

Do encanto do teu poder!

Dentro da mágoa sentidos

Meus beijos ficam todos

Em meus lábios reunidos!

E quando tento dar vazão

À essa paixão tão louca!

Meus beijos, não os sente, tua boca!

E os teus? os sinto na imaginação!

Ah! como é certa a minha desventura!

Ah! se ao menos uma vez, pudera eu ver-te!

Sobre folhas do bosque

Na relva ou na Tenda!

Desnuda, seria tua, em oferenda!

Perdoe-me meu amor, se te amo tanto!

Se concentrei-me nesse ponto e assim padeço!

Ainda agora me imagino à tua frente

Tento atraí-lo com a sensual "Dança do Ventre"

À luz de estrelas cheias de calafrios

Por este rio de paixão que corre em mim!

E  . . .se te aborrece esta minha confissão

Por tal fraqueza te suplico, amor,

 PERDÃO.

 

 

CASTELO DE SONHOS

 

 

 

 

 

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