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FAZ DE CONTA
Irani Genaro e J.Carlos Santtana Cardoso

Faz de conta
Que eu sou uma flor
Faz de conta
Que você é o tempo
Que ao passar, viu-me, sofrer
Sacudida pelo vento
O que dirias para mim
Ao ver-me, tão frágil assim?
O vento traz a brisa
Para a flor que aromatiza o campo
Uma flor ao balançar
Não significa nenhum pranto
Ela balança de vida
Alegrando os quatros canto
Sou jovem, frágil, medrosa
E o mundo é rude e violento
As rosas adoram a brisa
Contudo temem ao vento!
Se ele sopra mansinho
Posso sorrir com ternura
Se ao contrário, ele empurra
Indefesa caio ao chão!
O que dirias para mim
Se eu caisse assim?
Uma flor levada pelo vento
Isso não foi em vão
Ela espalha sementes
Por essa vasta imensidão
Nasce outras tantas flores
Que enfeitam as quatro estações
E o vento se sente perdido
De sua frustrante missão;
Desfolhar tão frágil flor
Tentando provocar- lhe dor
Mas ela, símbolo da vida
Renasce aonde o vento a jogou
Só mesmo o "Tempo" para ensinar-me
O modo de ver a vida
Estando eu nervosa e inquieta
Em teus braços achei guarida!
Obrigada amigo Tempo
Hei de amá-lo em qualquer estação
Ungiste-me com óleo sagrado
Fizes-te sorrir a minh'alma
No jardim do meu coração.

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CASTELO DE SONHOS
COPYRIGHT ART BY J.CARLOS SANTTANA CARDOSO